O exemplo de João Azevedo

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IRAN DE JESUS RODRIGUES DOS PASSOS – Professor de Língua e Literaturas de Línguas Portuguesas, Doutorando em Ciência da Literatura   

 

 

Não pudemos comparecer ao evento. As atividades do dia a dia nos têm tomado muito tempo. O dia, então, acaba sendo pequeno para a quantidade de tarefas que se nos apresentam. Soubemos, no entanto, que a colação de grau foi uma cerimônia simples, mas marcada pela emoção. Nela, o professor João Francisco Ferreira de Azevedo, lotado no Departamento de Expressão Gráfica e Transportes, pertencente à estrutura do Centro de Ciências Tecnológicas (CCT), recebeu o título de bacharel em Arquitetura e Urbanismo sendo a Assembleia Extraordinária do Conselho Universitário da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) presidida pelo reitor em exercício, professor Gustavo Pereira da Costa.

Conhecendo como o conhecemos, sabemos que esta é a segunda graduação obtida por João Azevedo, nome pelo qual é conhecido, pois é licenciado em Desenho e Plástica pela Universidade Federal do Maranhão (Ufma). Também nos impressionou a disposição dele para começar um curso depois dos 50 anos, o que aconteceu no momento em que se sentia realizado profissionalmente, ocupando também pela segunda vez, o cargo de prefeito da Cidade Universitária Paulo VI. Sabíamos que um desafio dessa natureza não constituía problema para João Azevedo para quem o dia pareceu ter mais de 24 horas, pois tantas foram as tarefas como aluno de arquitetura, professor e administrador.

Sempre vimos essa idade como um momento especial, porque na faixa dos 50 aos 60 anos nós estamos muito mais preparados. Estamos em uma fase da vida em que já estamos mais prontos e maduros para uma nova etapa mais desafiadora, que pode ser uma inclusão radical, como a que promoveu João Azevedo, cursando Arquitetura.

Entendemos como importante é que tenhamos clareza quanto às competências que nós temos para enfrentar esse desafio. Às vezes, é preciso que nos arrisquemos para dar um passo maior que o outro. Sem ousadia nós corremos o risco de ficar fazendo uma mesma coisa o resto da vida. Com a inclusão, no currículo, de mais uma profissão, o professor e agora também arquiteto João Azevedo, ensina-nos a importância de nos instruir, de nos educar, de fazer mais uma faculdade, uma pós-graduação, um mestrado, doutorado. Ensina-nos que devemos permanecer atualizados, fazer cursos de extensão universitária. Fazer cursos mais estruturantes, porque a técnica nós acabamos aprendendo no dia a dia.

Ensina-nos, ainda, a importância de uma disposição permanente com vistas ao aprendizado cotidiano, ao engajamento. Ensina-nos a trabalhar muito, sem perder de vista que temos família, amigos e outra vida para construir.

 

 

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